sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Imperador Amarelo

HISTORICO China - 1122 – 221 (A. C.)

O Imperador Amarelo foi dotado de talentos divinos, nos tempos antigos em que nasceu: na primeira infância já sabia falar. Muito jovem ainda era rápido de entendimento e sagacidade, em adulto foi sincero e compreensivo e quando atingiu a perfeição ascendeu ao Céu.
Uma vez, o Imperador Amarelo dirigiu-se a Ch'i Po, o mestre divinamente inspirado, nos seguintes termos:
- Ouvi dizer que nos tempos antigos, as pessoas viviam mais de um século e mesmo assim permaneciam ativas e não se tornavam decrépitas nas suas atividades. Hoje em dia, porém, as pessoas só vivem a metade desses anos e mesmo assim tornam-se decrépitas e débeis. É por que o Mundo muda de geração para geração? Ou será por que a espécie humana negligencia as leis da Natureza?
Após 10 anos de pesquisa Ch'i Po retorna ao imperador.
E Ch'i Po respondeu:
- Antigamente, essas pessoas que compreendiam o Tao (o caminho do auto-desenvolvimento) moldavam-se de acordo com o Yin e o Yang (os dois princípios da Natureza) e viviam em harmonia com as artes da adivinhação.
Havia temperança no comer e no beber. As suas horas de levantar e recolher eram regulares e não desordenadas e ao acaso. Graças a isso, os antigos conservavam os seus corpos unidos às suas almas, a fim de cumprirem por completo o período de vida que lhes estava destinado, contando cem anos antes do passamento.
Hoje em dia, as pessoas não são assim; utilizam o vinho como bebida e adotam a temeridade e a negligência como comportamento habitual. Entram na câmara do amor em estado de embriaguez; as paixões exaurem-lhes as forças vitais; o ardor dos desejos maltrata-lhes a verdadeira essência; não são hábeis na regulação da sua vitalidade. Devotam toda a atenção ao divertimento dos seus espíritos, desviando-se assim das alegrias da longa vida. Levantam-se e deitam-se sem regularidade. Por tais razões só chegam à metade de cem anos e degeneram-se.
Na antigüidade mais remota, os ensinamentos dos sábios eram seguidos pelos que se encontravam abaixo deles. Os sábios diziam que a fraqueza, as influências insalubres e os ventos nocivos deviam ser evitados em ocasiões específicas. Sentiam-se tranqüilamente satisfeitos no nada e a verdadeira forma vital acompanhava-os sempre; preservavam dentro de si o vigor vital primitivo. Assim, como podia a doença acometê-los?

Reprimiam a vontade e reduziam os desejos; os seus corações estavam em paz e sem qualquer medo; os seus corpos labutavam e, contudo, não sentiam fadiga.
O seu espírito respeitava a harmonia e a obediência, estava tudo de acordo com os seus desejos e conseguiam o que quer que desejassem. Achavam excelente qualquer espécie de comida e qualquer espécie de vestuário os satisfazia. Sentiam-se felizes em todas as circunstâncias. Para eles, não importava que um homem ocupasse na vida uma posição elevada ou inferior. A homens assim se pode chamar puros de coração. Não há desejo capaz de tentar os olhos destas pessoas puras e a sua mente não pode ser desencaminhada pelos excessos nem pelo mal.
Numa sociedade assim, quer os homens sejam sensatos quer idiotas; quer virtuosos quer maus, não têm medo de nada, estão em harmonia com o Tao, o Caminho Certo. Por isso, os antigos viviam mais de um século e permaneciam ativos e sem se tornarem decrépitos, porque a sua virtude era perfeita e nada jamais a punha em perigo.
Foi apartir deste diálogo que, mais tarde, no ano de 1122 a c. na dinastia Chia, Shang, Shou que a Yniologia começou a ser estudada com mais seriedade surgindo, então, a filosofia do caminho do meio( Taoismo)

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